Ciclistas são 'sabotados' com tachinhas nas ruas da USP

Ciclistas que treinam nas ruas do campus da Universidade de São Paulo (USP) reclamam de seguidos "ataques" com tachinhas nos últimos dois meses. Os esportistas suspeitam que as armadilhas tenham sido jogadas por alunos da universidade para furar o pneu das bicicletas. Entretanto, funcionários do campus falam que o material pode ter sido despejado por taxistas e motoristas de ônibus. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

Em menos de duas horas, a bicicleta da publicitária Tatiana Voivodic, 34 anos, foi vítima de quatro tachinhas. O material furou o pneu da bicicleta e quase derrubou Tatiana. 

As armadilhas, segundo ela, aparecem em pontos estratégicos, locais onde há maior movimento de ciclistas ou perto das curvas. O prejuízo com um pneu furado varia de R$ 36 a R$ 150. 

Segundo a médica ortopedista Kelly Stefani, 40 anos, o risco de sofrer uma fratura grave quando o pneu estoura é alto. "Dependendo da velocidade em que estiver, pode ser até fatal", diz. 

A estimativa das assessorias esportivas é que pelo menos 200 ciclistas utilizem a Cidade Universitária para treinar. Estudantes e funcionários reclamam do excesso de bicicletas na região, muitas vezes em velocidade alta. 

Para o motorista de ônibus Gerson Benício, 50 anos, os ciclistas atrapalham o tráfego. "São três faixas. A gente acha que eles deveriam ocupar a direita. Mas eles ocupam a direita, a do meio e se precisar vão para a esquerda", disse. "Eles não deixam o carro passar. Eu já passei perto e o ciclista deu um murro no meu carro", afirma a enfermeira Adriana Antiga, 36 anos.