Contrato suspeito do ministério do Turismo tem 'clone' no PR

O Tribunal de Contas da União (TCU) encontrou no Paraná um convênio com o mesmo valor, mesmo objetivo e assinado no mesmo dia do contrato que levou a Polícia Federal a investigar a cúpula do Ministério do Turismo. 

O caso sugere que as irregularidades encontradas pela polícia no Amapá não são um problema isolado, ao contrário do que se imaginava quando os primeiros resultados da investigação conduzida pela PF vieram à tona no início da semana. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

O convênio do Paraná repassa R$ 4,4 milhões para a Sociedade Evangélica Beneficente de Curitiba treinar agentes de turismo. No Amapá, a organização não-governamental investigada pela PF, o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi), também conseguiu R$ 4,4 milhões, para fazer a mesma coisa. 

Os dois convênios foram assinados no mesmo dia, 21 de dezembro de 2009, pela mesma pessoa, o então secretário-executivo da ministério, Mário Moysés, preso pela PF na terça-feira. Ambos têm como objetivo treinar 1,9 mil pessoas para atender turistas, em cursos presenciais e à distância. E são igualmente investigados por suspeitas de fraude. Uma auditoria feita pelo TCU no convênio do Paraná detectou indícios de fraude e superfaturamento de preços nas concorrências feitas para contratar as empresas chamadas para executar os serviços previstos no convênio. O mesmo problema foi encontrado no Amapá.