Construtoras são suspeitas de forjar pagamento à prefeitura de São Paulo

Pelo menos três construtoras são suspeitas de forjar documentos para evitar o pagamento de mais de R$ 4 milhões à prefeitura de São Paulo. Segundo uma investigação da Corregedoria-Geral do Município, as empresas usaram falsas guias de recolhimento de outorga onerosa - uma taxa paga à administração municipal que permite construir prédios acima do limite legal na cidade. 

O órgão agora quer identificar os envolvidos e saber por que as autorizações foram concedidas sem que nenhum centavo tenha entrado no caixa da prefeitura. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A Corregedoria começou a apuração em junho, após a vice-prefeita, Alda Marco Antônio, receber denúncia de que uma guia no valor de R$ 586.266,15, usada para construir um prédio de alto padrão no Tatuapé, na Zona Leste, era falsa. 

Desde então, a CGM identificou ao menos três falsas guias, com valores de R$ 3 milhões, R$ 800 mil e R$ 586 mil, que tiveram pagamento autenticado em um banco "fantasma". 

Para o corregedor-geral, Edílson Mougenot Bonfim, o valor do rombo deve ser muito maior e há indícios de que uma quadrilha atuava no golpe. "O tamanho desse iceberg ainda é impossível de imaginar. Estamos correndo contra o relógio, porque sabemos que o crime organizado trabalha com rapidez. Vamos até as raízes desse que se afigura ser um grande prejuízo aos cofres públicos", disse ele, prometendo "conferir todos os processos de outorga onerosa dos últimos tempos" até identificar onde e quando começou o golpe.