Polícia prende 6 suspeitos de arrombar caixas eletrônicos em Pernambuco

Policiais federais, rodoviários federais e militares de Alagoas e de Pernambuco prenderam, na terça-feira, seis membros de uma quadrilha especializada em arrombar caixas eletrônicos. Eles estavam radicados em uma pousada às margens da BR-232, em Pernambuco, de onde partiram para outro crime. Quatro equipes policiais foram mobilizadas para prender os suspeitos.

Por volta das 12h, eles foram localizados em dois carros abordados na altura da BR-104, no distrito de Terra Vermelha, próximo à cidade de Caruaru. Após busca no interior dos veículos, os policiais encontraram três pistolas calibre .380, uma calibre .40, três revólveres .38, munições, celulares, botijões e cilindros de gás, maçarico, ferramentas, luvas, cordas, pés-de-cabra, e demais instrumentos usados para arrombar terminais eletrônicos.

Segundo a Polícia Federal, foi preso Everton da Mota Leda, 28 anos, um dos assaltantes de banco mais conhecidos no país, condenado a 71 anos de prisão por homicídio, sequestro, assalto a banco e tráfico de drogas. Além dele, foram detidos Herbert de Oliveira Silva, 29 anos, serralheiro sem antecedentes criminais; João Francisco Filho, 35 anos, comerciante também sem antecedentes; Raul Carlos da Silva Santos, 22 anos, desempregado que não tinha antecedentes; Jefferson Cáceres Gomes, 29 anos, desempregado preso em 2010 por porte ilegal de arma; e Carlos Vieira de Melo, técnico em informática sem antecedentes criminais.

Carlos foi preso nas imediações da ponte sobre o Rio Chato, na BR-104. Ele era responsável por desligar os circuitos internos de câmeras das agências que seriam arrombadas, tirando vantagem do fato de trabalhar executando serviços de manutenção nos estabelecimentos. Everton foi o último a ser preso, pois havia fugido para o interior de um matagal. Os seis suspeitos foram autuados por formação de quadrilha armada, receptação e porte ilegal de arma de fogo de calibre permitido e restrito. Caso sejam condenados, eles poderão pegar penas que, somadas, podem chegar a 20 anos de reclusão.