Pedro Simon diz que não se ilude mais com classe política

Senador afirma ao 'JB' ter esperança em Dilma

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) parece não ter mais nenhuma ilusão quanto à própria classe política. Depois da escolha dos membros do Conselho de Ética do Senado, que inclui nomes como do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) e Gim Argello (PTB-DF), ambos envolvidos em recentes escândalos, Simon acredita que era melhor que o órgão permanecesse sem funcionar, como já estava há algum tempo. Ele mantem sua posição com relação ao PMDB – partido que ele ajudou a criar – e diz que não muda de legenda por pura falta de opções. “Ir para onde?”, questiona. Se, por um lado, Simon vê os governos de FHC e Lula como duas faces de uma mesma moeda, ele diferencia os estilos de Dilma e de seu antecessor. Mas teme que ela se deixe levar pelo peso da governabilidade. Sempre lembrado como um político exemplar, Simon foi alvo de duras críticas, por 20 anos depois de deixar o governo do Rio Grande do Sul, ter solicitado aposentadoria como ex-governador. E confessa ter sido pressionado pela opinião pública a abrir mão do benefício.

Após o episódio envolvendo o senador Roberto Requião que tomou o gravador de um jornalista o Senado, enfim, empossou-se o Conselho de Ética. Como viu a indicação de nomes como Renan Calheiros (PMDB-AL) e Gim Argello (PTB-DF) para compor o órgão?

É uma instituição que não tem o que fazer. Seria muito interessante que, se não fosse extinta, que continuasse sem funcionar. Falo como uma pessoa que jamais quis pertencer ao Conselho de Ética. Sou um advogado e na minha vida só fiz defesa. Não sei acusar. Mas se tu entras, tens que cumprir tua missão. Agora, entrar já com a determinação de não apurar é muito triste. Ninguém ganhou com isso. Diria que foi um dos episódios mais trágicos do Congresso. Não escolhermos pessoas com a mais absoluta isenção é uma pena.

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