Polícia acha pedras de crack avaliadas em R$ 2,5 mi e prende 40

Uma ação conjunta da Polícia Militar (PM) do Paraná, Polícia Civil e da Guarda Municipal de Curitiba resultou na prisão de 40 pessoas e na apreensão de 250 mil pedras de crack. Batizada de Operação Liberdade, a ação foi planejada durante 45 dias pelo governo do Estado e pela prefeitura da capital. As prisões e apreensões ocorreram entre a madruga de quarta-feira e manhã desta sexta-feira. Os 80 kg de droga apreendidos têm valor estimado de R$ 2,5 milhões.

A operação foi desencadeada em hotéis do centro de Curitiba, casas noturnas, bares e outros estabelecimentos comerciais da região, locais considerados de alta rotatividade e sabidamente pontos de distribuição de drogas na capital paranaense. Segundo a Secretaria Estadual de Segurança Pública, um policial militar e um agente penitenciário estão entre os presos.

"Esta foi a primeira ação prática na área de segurança cumprindo uma determinação do governo, que vai combater a criminalidade de forma enérgica, com planejamento, eficiência e ações integradas", afirmou o governador Beto Richa (PSDB) ao fazer o balanço da operação. "Operações como essa vão prosseguir e inverter a uma situação na qual as famílias se sentiam presas e os bandidos ficavam soltos. Isso vai acabar", disse. "Quem tem que ficar atrás das grades são os criminosos".

O prefeito de Curitiba, Luciano Ducci (PSB), afirmou que na capital a ação conjunta de segurança vai se repetir nos demais bairros do município. "Vamos reforçar nossas ações não só com as atividades policiais de repressão, mas também com medidas de prevenção e através do reforço de fiscalização da prefeitura para fechar estabelecimentos que funcionam sem alvarás e servem somente como amparo aos bandidos", disse.

Para o secretário estadual de Segurança Pública, Reinaldo de Almeida César, o sucesso da operação é mérito das policias Civil e Militar e também da Guarda Municipal de Curitiba. Ele disse que a ação era estudada há 45 dias pelas equipes das três forças e que 43 mandatos de busca e apreensão foram cumpridos em bares, pequenos hotéis e pensões da área central da capital. "Envolvemos mais de 600 homens nesta mobilização e isso vai prosseguir", disse. "O êxito se deu por três fatores: sigilo, planejamento e determinação".

Almeida César disse ainda que o trabalho começou em fevereiro pela Delegacia de Repressão ao Narcotráfico (Denarc), da Polícia Civil, e contou o apoio de diversas unidades da Polícia Militar e da guarda de Curitiba.