Obras da Hemobras entram na segunda fase, oito anos depois da criação da estatal

Brasília – Em passagem por Pernambuco, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou hoje (6) da assinatura de acordos para o início da segunda etapa de construção da fábrica da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobras), em Goiana, cerca de 60 quilômetros de Recife. Criada em 2004, para processar 500 mil litros de plasma por ano e reduzir a dependência estrangeira de hemoderivados, a Hemobras só entrará em operação plena em 2014.

De acordo com a empresa, a segunda fase prevê a construção de 12 blocos, entre eles, o do laboratório onde será processado o plasma, a matéria-prima para a produção de hemoderivados (derivados do sangue), usados no tratamento de hemofilia, aids, queimaduras, cirrose e outras doenças. As obras dessa etapa estão orçadas em R$ 270 milhões, quase R$12,5 milhões a menos que a estimativa inicial, segundo informou a Hemobras.

O cronograma prevê a conclusão das obras da primeira etapa no segundo semestre. A estrutura inicial vai abrigar uma câmara fria, reservatório de água e geradores de energia elétrica. Os equipamentos serão obtidos por meio de contrato com o Laboratório Francês de Biotecnologia (LFB), que irá transferir tecnologia ao Brasil. O orçamento total para a implantação da fábrica é estimado em R$ 540 milhões.

Atualmente, o Brasil coleta cerca de 150 mil litros de plasma por ano, que são processados na França e depois retornam ao país como remédios.