Dilma volta a defender reforma no Conselho de Segurança da ONU

A presidente Dilma Rousseff voltou a defender nesta quinta-feira uma reforma no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas com a expansão dos assentos permanentes e não permanentes.

"Só com a presença no Conselho de países que espelhem a nova relação de forças políticas no mundo, será possível ter um conselho mais efetivo, mais eficaz, e que de fato, represente os interesses da humanidade", afirmou Dilma, em discurso durante a visita do presidente alemão Christian Wulff a Brasília.

A presidente citou os recentes conflitos na África do Norte e no Oriente Médio como prova da necessidade de reformulação. "Os conflitos mostram que não há porque optar entre o conformismo de um lado e a violência intervencionista de outro. A realidade é muito mais rica e complexa", disse.

"Cada uma dessas situações depende de tratamento específico, atento às verdadeiras raízes dos problemas e à busca de soluções duradouras em respeito à soberania nacional, que promovam liberdades civis e a defesa dos direitos humanos em todos os países da região, sem seletividade", afirmou a presidente.

O presidente da Alemanha também abordou a questão relacionada ao Conselho de Segurança. Para ele, um acordo entre Brasil e México, que disputam a representação latino-americana, e entre Alemanha e Itália, pelo lado europeu, são pontos importantes para uma reestruturação, "uma contribuição para a melhoria da situação do mundo".

Wolff destacou também que o Brasil "tem voz e peso no mundo", peso que deve aumentar, sobretudo pela governança e porque o país combina democracia, economia com ecologia e combate à pobreza.