RS: preso dá nova versão sobre morte de secretário da Saúde

PORTO ALEGRE - Uma nova testemunha de acusação contra os réus envolvidos no assassinato do secretário de Saúde de Porto Alegre (RS), Eliseu Santos, provocou controvérsia entre advogados e promotores que atuam no caso. Em depoimento, um homem condenado por estelionato afirma ter participado de um suposto complô para matar Eliseu por ordem de um tenente-coronel da Polícia Militar, que seria um dos donos da empresa Reação - em sociedade da qual fazia parte Jorge Renato Ordoff de Melo, solto com outros seis réus na última quarta-feira. As informações são do jornal Zero Hora.

Durante depoimento em uma audiência judicial por um outro crime, o apenado pediu para falar sobre o caso Eliseu. Ele afirmou que pegou R$ 15 mil na casa do PM e entregou pessoalmente a Eliseu Pompeu Gomes, um dos matadores do secretário.

Segundo ele, outros R$ 15 mil seriam pagos depois. Para o Ministério Público, o homem pode se transformar em uma peça-chave para condenar os réus. Entretanto, os advogados de defesa sustentam que a versão é fantasiosa.