Justiça solta acusados de matar médico e secretário de Saúde no RS

PORTO ALEGRE - Os réus de dois dos crimes de maior repercussão na história recente do Rio Grande do Sul, os assassinatos do médico Marco Antônio Becker e do ex-secretário de Saúde de Porto Alegre Eliseu Santos, ganharam direito de liberdade na quinta-feira, decisão do Tribunal de Justiça (TJ) que revoltou o Ministério Público (MP).

A decisão levou em conta que os réus dos dois casos ficaram mais de um ano presos e, por isso, podem responder pelos crimes em liberdade. As informações são do jornal Zero Hora.

Foi determinada a libertação do médico Bayard Fischer dos Santos (cuja sessão de cassação do direito de exercer medicina foi presidida por Becker) e outros cinco presos que teriam participado de um complô que resultou na morte de Becker em 4 de dezembro de 2008.

Alguns dos 11 réus do caso continuarão presos por responderem por outros crimes. O TJ também concedeu habeas corpus para sete suspeitos de envolvimento no assassinato de Eliseu Santos, na noite de 26 de fevereiro de 2010, quando o médico e político foi morto com dois tiros quando entrava em seu carro com familiares.

Enquanto a polícia acredita que ele foi vítima de ladrões, o MP defende que a morte de Eliseu foi encomendada. Para o promotor de Justiça Eugênio Amorim, que trabalhou ao longo de todo o caso Eliseu, a decisão foi "surpreendente e frustrante". "Em uma semana soltam o atropelador de ciclistas, depois, o Bayard. A rua é dos criminosos", lamentou.