PF faz operação contra grupo que roubava para financiar tráfico

A Polícia Federal realiza nesta quarta-feira uma operação para desarticular uma quadrilha envolvida em um esquema de assalto a bancos, roubo a caixas eletrônicos, caminhões e cargas. Segundo a PF, o objetivo final do grupo era financiar o tráfico de drogas. Os policiais federais devem cumprir 15 mandados de prisão preventiva e 18 de busca e apreensão em cinco cidades nos estados de Mato Grosso e São Paulo.

As investigações da Operação Balista tiveram início em outubro do ano passado, a partir de informações de que o núcleo da organização criminosa seria formado por membros de uma família de Várzea Grande (MT), supostamente responsável por orquestrar, comandar e fornecer meios para a prática de diversas ações criminosas ocorridas em Mato Grosso.

Com o desenvolvimento das investigações, segundo a PF, foi possível comprovar o envolvimento da família e também de outros investigados na prática de diversos delitos - pelo menos 14 ações criminosas são atribuídas à quadrilha.

Durante as investigações, a PF constatou que dois policiais militares atuavam como integrantes da organização, especificamente como responsáveis pela segurança do grupo durante as ações criminosas. De acordo com a PF, os PMs também repassavam informações privilegiadas sobre o policiamento ostensivo nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande, enquanto ocorriam os roubos.

Nesta quarta-feira, os trabalhos da operação estarão concentrados nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Porto Espiridião e Tangará da Serra, em Mato Grosso, e Tatuí, em São Paulo. Além dos 15 suspeitos procurados hoje, outros sete investigados já presos devem ser ouvidos por policiais federais.

Quase todos os suspeitos possuem antecedentes criminais e agora deverão responder pela prática de formação de quadrilha ou bando, roubo qualificado, furto qualificado, receptação, porte e fornecimento ilegal de arma de fogo, tráfico e associação para o tráfico de drogas, entre outros crimes.

A Operação Balista recebeu esse nome em alusão a arma de guerra do período medieval que atirava dardos para diversas direções contra os inimigos. Segundo a PF, trata-se de uma referência à variedade de objetos de atuação do grupo investigado, que investia em diversas frentes criminosas.