Decretada prisão de PMs acusados de execução narrada ao 190

O Tribunal de Justiça de São Paulo decretou nesta quarta-feira a prisão preventiva de dois policiais militares. Ailton Vidal da Silva e Felipe Daniel Silva são acusados pela morte de uma pessoa no interior de um cemitério em Ferraz de Vasconcelos (SP) no dia 12 de março. O fato foi comunicado à polícia por uma mulher presente no local através do telefone 190 que narrou o acontecido enquanto assistia ao episódio.

O Ministério Público havia denunciado os dois PMs suspeitos da execução. A acusação formal à Justiça foi feita no dia 21 de março, segundo o MP. O caso ganhou repercussão após a divulgação de uma ligação ao 190 de uma testemunha que presenciou a execução. Conforme assistia ao assassinato, a testemunha narrava os fatos. A mulher chegou a abordar a viatura enquanto fazia a denúncia. Na gravação, ela ainda disse o número e placa da viatura ao Centro de Operações da Polícia Militar (Copom).

Segundo o juiz da 2ª Vara Distrital de Ferraz de Vasconcelos, ao receber a denúncia do MP, o magistrado decidiu por relaxar a prisão em flagrante dos acusados, "para que não se alegue irregularidade, futuramente". Para ele, o fato "é de tamanha brutalidade que acabou por gerar grande repercussão e clamor social. A liberdade deles, nesse momento, colocaria em risco, por tal motivo, a ordem pública". Além disso, "o crime imputado aos indiciados é considerado hediondo".