Chávez terá reunião com Dilma em Brasília em 10 de maio

BRASÍLIA - Após quatro meses de governo, a presidente Dilma Rousseff terá uma reunião de trabalho em Brasília com o líder venezuelano, Hugo Chávez. Ele confirmou sua visita ao Brasil para 10 de maio. Inicialmente, havia marcado para 28 de março, mas os desencontros de agendas levaram ao adiamento da viagem. O objetivo é reforçar as parcerias e investimentos comuns, além da integração fronteiriça.

No começo de fevereiro, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, esteve em Caracas, quando conversou com o chanceler venezuelano, Nicolas Maduro. Eles definiram que o Brasil e a Venezuela deverão intensificar as parcerias nos setores de mineração e petróleo.

Empresas dos dois países mantêm ligações, principalmente, nos setores de mineração e construção civil. No ano passado, o comércio entre Brasil e Venezuela atingiu US$ 4,68 bilhões, com saldo positivo para o Brasil de mais de US$ 3 bilhões. Atualmente, o País é o terceiro parceiro comercial da Venezuela.

Durante a campanha presidencial brasileira, Chávez disse ser um admirador de Dilma. Após os resultados das eleições, o presidente venezuelano foi um dos primeiros a enviar mensagem à presidente eleita e postar recados na rede social Twitter.

Na cerimônia de posse em Brasília, o venezuelano conversou rapidamente com Dilma e os dois acertaram de se reunir ainda neste semestre. No fim do mês passado, Chávez fez uma série de viagens à América do Sul - visitou Argentina, Uruguai e Bolívia. Por onde passou, o presidente da Venezuela defendeu o fortalecimento da integração regional.

Em Buenos Aires, Chávez recebeu o prêmio Rodolfo Walsh de defesa da liberdade de expressão, concedido pela Faculdade de Jornalismo da Universidade Nacional de La Plata. A premiação gerou polêmica, considerando que o presidente é acusado por empresários do setor de comunicação de impor censura e restrições à mídia na Venezuela.