Dilma cobrará de governadores e prefeitos investimentos para 2014

 

Diante das críticas do presidente da Fifa, Joseph Blatter, sobre o suposto atraso de obras para a Copa do Mundo de 2014, a presidente Dilma Rousseff decidiu convocar governadores e prefeitos das 12 cidades-sede do Mundial para cobrar agilidade e cumprimento de prazos para a viabilização de empreendimentos em aeroportos, estádios, segurança e infraestrutura de transportes.

O encontro de Dilma com os governos regionais deverá ocorrer assim que a presidente retornar de viagem à China. Ela embarca para reuniões de trabalho e encontros bilaterais com o governo chinês neste fim de semana.

"A presidenta Dilma Rousseff deve logo depois da viagem à China convidar governadores e prefeitos das cidades-sede para analisar junto com eles o estado da arte e apontar medidas", disse nesta terça o ministro do Esporte, Orlando Silva.

Ao participar de audiência pública na Câmara dos Deputados, Silva disse que a presidente apresentará aos gestores uma proposta de novo funcionamento da Infraero, a estatal que administra os principais aeroportos do País. Na manhã de hoje, o Palácio do Planalto confirmou o nome do diretor do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Wagner Bittencourt de Oliveira, para a Secretaria de Aviação Civil.

"É necessário ter maior capacidade nos terminais, pistas e pátios. Há 25 projetos em 13 aeroportos. O governo Deve apresentar inovações na dinâmica de funcionamento da própria Infraero. Procuramos responder uma necessidade do Brasil. Os aeroportos percebem que é preciso ter mais capacidade", disse o ministro.

Orlando Silva lembrou ainda os atuais problemas na viabilização de arenas para a Copa do Mundo e disse que São Paulo e Rio Grande do Norte permanecem como as cidades de maior dificuldade. "Em 10 das 12 cidades as obras estão em curso. Os temas surgem, questionamentos aparecem e têm sido enfrentados a contento. São Paulo e Rio Grande do Norte estão com mais dificuldades", afirmou ele, enfatizando, no entanto, acreditar que ambos conseguirão cumprir os prazos e preparar os estádios a tempo.