Polícia detém 14 por tráfico de animais e acha 9 armas em SP

A Polícia Ambiental de São Paulo deteve 14 acusados de tráfico de animais silvestres e de porte de armas durante uma operação que contou com 60 homens, realizada em quatro cidades da região de São José do Rio Preto (414 km da capital). Foram cumpridos 15 mandados de busca e, além da detenção, os policiais apreenderam dois revólveres, uma pistola e seis espingardas, além de armadilhas de caça, redes de pesca, munição e farta quantidade de carne de animais silvestres abatidos ilegalmente.

Numa casa da cidade de José Bonifácio, os policiais apreenderam quatro tatus, limpos, abatidos ilegalmente, que estavam congelados, além de uma quantidade de carne (de animais que ainda estão sendo identificados). Em outra casa, em Adolfo, os oficiais apreenderam 52 galos de rinhas, que estavam presos, e mais de 100 kg de carne de capivara e de lebres abatidas irregularmente nas matas da região. Num sítio de Ubarana, outra cidade vizinha, os PMs apreenderam quatro armas, munição e armadilhas para prender e abater animais e também redes de pescas proibidas. Os policiais também apreenderam dois silenciadores de armas de fogo de uso proibido no Brasil.

De acordo com a Polícia Ambiental, os detidos eram conhecidos e as apreensões tiveram autorização da Justiça, que expediu 15 mandados de busca e apreensão. "Há cerca de três a quatro meses a gente vinha trabalhando com as denúncias e cruzando dados com outras fontes e checando as informações para poder chegar os suspeitos", disse o tenente Alessandro Daleck, da Polícia Ambiental. Segundo ele, embora seja mais comum em populações rurais, o crime de caça e pesca ilegal não pode continuar. "A gente faz planejamento para tentar coibir este tipo de crime, que está enraizado nos moradores do meio rural, mas que precisa acabar", afirmou.

Todos os detidos foram encaminhados para o Plantão Policial de José Bonifácio e deverão responder por caça e pesca proibida ,tráfico de animais silvestres e porte de armas. Neste momento, eles prestam depoimento e somente depois disso é que a Polícia Civil vai decidir se serão presos ou poderão responder às acusações em liberdade.