Morre homem que se mexeu após ter doação de órgãos autorizada

Morreu na quarta-feira o homem que se mexeu após ter sido declarado morto e a família autorizado a doação de órgãos no hospital municipal José Storopolli, conhecido como Vermelhinho, na Vila Maria, zona norte de São Paulo. O cobrador Hamilton Souza Maia, 43 anos, levou um tiro na cabeça durante um assalto no último dia 22 e os médicos o consideraram em morte cerebral após realizar tomografia no complexo hospitalar do Mandaqui, já que o Vermelhinho não conta com o equipamento.

No dia seguinte, o cobrador moveu as pernas, a cabeça e levantou uma mão. Os movimentos chegaram a ser classificados como "reflexos" pelos enfermeiros. Horas mais tarde, porém, três médicos afirmaram que Hamilton estava vivo e reagia a impulsos. Ainda assim, o estado de saúde do cobrador era gravíssimo, já que a bala estava alojada em sua cabeça e ele perdeu massa encefálica.

Ontem, os médicos voltaram a declarar morte cerebral e solicitar autorização para doação. A família hesitou, mas acabou autorizando.

O Conselho Regional de Medicina abriu sindicância para investigar o caso. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, também será aberta uma investigação preliminar para apurar as responsabilidades na informação incorreta transmitida à família