Rampa do Planalto é aberta para despedida de Alencar

Pela primeira vez, a população está tendo acesso à rampa do Palácio do Planalto, para se despedir do ex-vice-presidente José Alencar. O corpo de Alencar, que morreu na terça-feira em São Paulo em decorrência do câncer que enfrentrava há 13 anos, está sendo velado na sede do governo federal. Pela manhã, apenas familiares e autoridades tiveram acesso ao Salão Nobre do Planalto, onde o ex-vice-presidente foi recebido com honras de chefe de Estado, a pedido da presidente Dilma Rousseff.

Uma missa fechada foi celebrada pelo secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Dimas Lara Barbosa, pelo Núncio Apostólico do Brasil, dom Lorenzo Baldisseri, e pelo representante da arquidiocese de Brasília, Aldemar Pacini Dalbelo.

O velório de Alencar em Belo Horizonte ocorrerá no Palácio da Liberdade, nesta quinta-feira, a partir das 9h, e também será aberto à visitação pública. O acesso se dará por meio do portão frontal, da Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa.

Alencar enfrentava câncer desde 1997
O empresário mineiro e ex-vice-presidente da República José Alencar morreu às 14h41 de terça-feira, aos 79 anos, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. De acordo com nota oficial da instituição, Alencar morreu em decorrência de câncer e falência de múltiplos órgãos. Ele lutava contra a doença desde 1997. Ao todo, foi submetido a 17 cirurgias nos últimos 13 anos.

O ex-vice-presidente foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na segunda-feira, com um quadro de suboclusão intestinal, em "condições críticas". Ele havia recebido alta em 15 de março, após uma internação de mais de um mês na instituição devido a uma peritonite (inflamação da membrana que reveste a cavidade abdominal) por perfuração intestinal.

Alencar nasceu em 17 de outubro de 1931, num povoado às margens de Muriaé, cidade de 100.063 habitantes no interior de Minas Gerais, próxima à fronteira com São Paulo. Ele era casado com Mariza Campos Gomes da Silva, com quem teve três filhos.

Em 1967, em parceria com o empresário e deputado Luiz de Paula Ferreira, fundou, em Montes Claros, a Companhia de Tecidos Norte de Minas (Coteminas), hoje um dos maiores grupos industriais têxteis do País. Estabelecido no setor empresarial, candidatou-se para o governo de Minas em 1994 e, em 1998, conquistou uma vaga no Senado Federal pelo Estado. Elegeu-se vice-presidente na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva em 2002, tendo sido reeleito junto com o petista em 2006