MP pede à Justiça do DF prisão preventiva de fundador da Gol

BRASÍLIA - O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MP-DFT) pediu a prisão preventiva do fundador da companhia Gol, Nenê Constantino, pelo suposto envolvimento na tentativa de assassinato de João Marques dos Santos. A vítima é um ex-funcionário de Constantino e foi baleada este mês, a cerca de 10 dias antes de prestar depoimento no caso em que o empresário é acusado de outra tentativa de assassinato.

Suposto ex-pistoleiro, Marques é acusado de ter participado do assassinato, a mando de Constantino, de duas pessoas, entre elas Márcio Leonardo Brito, líder de um grupo de pessoas que ocupava um terreno do empresário.

Desde o início da manhã desta terça-feira, o juiz presidente do Tribunal do Júri de Taguatinga (DF), João Marcos Guimarães, ouve oito testemunhas do ataque a Brito. O pedido de prisão só deverá ser analisado após a oitiva. Ainda há a possibilidade de que os outros três réus no processo - João Alcides Miranda, Victor Behonico Foresti e Vanderlei Batista Silva - prestem depoimento hoje.

Constantino era esperado no Tribunal do Júri de Taguatinga, mas não se apresentou à audiência. Segundo a assessoria de imprensa do TJ-DFT, a defesa alegou que o empresário se sentiu mal e está impossibilitado de comparecer perante a Justiça.