PR: juiz decreta sigilo no processo sobre assassinato de Glauco

 

O juiz federal Mateus de Freitas Cavalcanti Costa, responsável pelo julgamento de Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, acusado de matar o cartunista Glauco, decretou segredo de justiça para o processo. Na tarde desta segunda-feira, uma audiência para interrogatório de Carlos foi fechada. A imprensa também não teve acesso aos documentos dos autos.

Segundo a assessoria da Justiça Federal no Paraná, os detalhes sobre o julgamento serão informados em nota. O suspeito é julgado por tentativa de homicídio, porte de arma de fogo de uso permitido, roubo, constrangimento ilegal, violação de domicílio, tortura, homicídio consumado e resistência.

Entenda o caso

 O cartunista Glauco e seu filho, Raoni Villas Boas, 25 anos, foram mortos na madrugada do dia 12 de março de 2010 com quatro tiros cada, na residência da família, em Osasco (SP). Os dois chegaram a ser levados para o Hospital Albert Sabin, mas não resistiram aos ferimentos. O principal suspeito é Carlos Eduardo Sundfeld Nunes.

Glauco começou sua trajetória como cartunista nos anos 70, no Diário da Manhã, de Ribeirão Preto (SP). Ele publicou suas tiras também na Folha de S.Paulo e na revista Chiclete com Banana. O cartunista é famoso por ter criado personagens como Geraldão, Casal Neuras, Doy Jorge, Dona Marta e Zé do Apocalipse.

Na casa de Glauco, eram realizados cultos da Igreja Céu de Maria, que segue a filosofia do Santo Daime, prática religiosa cristã, ecumênica, que repudia todas as formas de intolerância religiosa. Os seguidores tomam o chá conhecido por esse nome. Para eles, a bebida amplia a capacidade perceptiva, criativa, cognitiva e de discernimento, elevando a consciência do ser humano.