Justiça absolve ex-diretor por chacina de 27 em cadeia de Rondônia

PORTO VELHO - O ex-diretor de segurança do presídio Urso Branco, em Porto Velho (RO), foi absolvido da acusação de ter responsabilidade pelas 27 mortes ocorridas no interior da cadeia em 2002 durante uma rebelião. O Ministério Público (MP) do Estado pediu a absolvição de Edilson Pereira da Costa, pois entendeu que ele apenas obedeceu às ordens de superiores.

Com o posicionamento do MP e o reforço dado pela defesa no julgamento, os jurados convenceram-se de que o acusado não deveria ser culpado pelas mortes. O juiz presidente da sessão, Aldemir de Oliveira, leu a sentença por volta das 18h desta quinta-feira em Porto Velho. A acusação contra Edilson era de que ele era um dos responsáveis pela transferência de presos ameaçados de morte para o local onde estavam seus rivais, durante uma rebelião há nove anos.

Essa ordem, segundo o réu no depoimento, não partiu dele, que apenas a cumpriu sem saber que os presos seriam mortos. O advogado de defesa, Giovane Veloso Marinho, expôs aos jurados o argumento de que seu cliente não poderia ser responsabilizado pelas mortes, e sim o Estado de Rondônia, que permitiu que o presídio beirasse o caos na época do massacre.

Ao todo, já foram julgados 22 réus pelas mortes. Essa foi a quinta absolvição. Além de Edilson, o ex-gerente do sistema penitenciário, Rogélio Lucena, e mais três detentos na época da rebelião foram inocentados pelos jurados. Outros 17 presos foram condenados a mais de 400 anos de prisão cada uma.