Mínimo: Sarney e Itamar divergem sobre votação de urgência

O senador Itamar Franco (PPS-MG) levantou, nesta quarta-feira, uma questão de ordem antes da votação do projeto de lei que fixa o valor do salário mínimo relativa à aprovação do pedido de urgência para que a matéria fosse votada rapidamente no plenário. Segundo Itamar, único membro do PPS na Casa, não houve consenso entre os líderes partidários nem votação nominal, em que cada senador registra o voto individualmente.

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), alegou que leu o pedido de votação do regime de urgência com "boa-fé", sem saber se havia ou não acordo entre os líderes. "Não houve convocação do colegiado de líderes. Eu apenas li o pedido", disse. Itamar alega que o documento foi lido durante a ordem do dia e não antes, como determina o regimento interno da Casa.

Sarney alegou que esta é a prática de votações de pedidos de urgência desde 2003, diante de acordo dos líderes e sem votação nominal. A senadora Marinor Brito (Psol-PA) engrossou o coro com Itamar afirmando que, como líder do Psol, não foi chamada à reunião de líderes. "Quando houver convocação do colégio de líderes, com muito prazer a senhora será comunicada", disse Sarney.

Pelo regime de urgência, aprovado ontem pelo plenário do Senado, o projeto de lei que trata do novo valor do salário mínimo segue diretamente para votação no plenário da Casa, sem a necessidade de passar pelas comissões. A votação do regime de urgência é de interesse do governo já que a presidente Dilma Rousseff sinalizou a vontade de sancionar o projeto ainda em fevereiro para que o novo mínimo comece a valer em 1º de março.