Governador de Alagoas promove capitão acusado de diversos crimes

Acusado de vários crimes, entre eles assassinato e estupro, o capitão da Polícia Militar de Alagoas Rocha Lima foi promovido nesta segunda-feira pelo governador Teotônio Vilela Filho ao gabinete militar da Assembleia Legislativa. A portaria foi publicada no Diário Oficial do Estado.

Além de estar fora das ruas, Rocha Lima recebe 30% a mais no salário na nova função. Na AL, os PMs fazem a segurança de deputados, abrem e fecham portas e servem cafezinho. Na Casa, também há deputados acusados de assassinato, furto de energia elétrica, formação de quadrilha, peculato, lavagem de dinheiro e crime contra o sistema financeiro nacional.

Em 29 de dezembro, o comandante da Polícia Militar, coronel Dário César - hoje secretário de Defesa Social -, pediu a expulsão de Rocha Lima da corporação, alegando que "devido sua ficha criminal era considerado indigno e incompatível ao oficialato". O capitão foi alvo de 20 procedimentos administrativos - desde desordem em local público até estupro, passando por associação ao tráfico e extorsão. A última prisão foi determinada pela 17ª Vara - especializada em crime organizado. Rocha Lima era acusado de formação de quadrilha.

Além disso, o capitão frequenta lugares impróprios a um oficial de polícia, acompanhado de pessoas associadas ao crime, segundo a assessoria da PM. Dário César pediu a demissão do oficial, o que só pode ser feita pelo governador.

A defesa do capitão disse que ele foi absolvido em vários procedimentos administrativos e cumpriu as punições disciplinares, e acusa o Comando de "falta de isenção e perseguição".