SP: Campinas confirma 2ª morte por leptospirose após chuvas

A Secretaria de Saúde de Campinas (SP) confirmou nesta sexta feira a segunda morte por leptospirose na cidade este ano. A vítima é um morador da região sul de Campinas que morreu no dia 21 de janeiro. O primeiro óbito foi registrado no dia 18 de janeiro, identificado como um homem de 30 anos, morador da região norte.

Até o momento, Campinas está com 38 casos notificados da doença e 45 em investigação. A leptospirose é uma doença infecciosa causada pela bactéria Leptospira, presente na urina do rato. Em situações de enchentes e inundações, a urina dos ratos mistura-se à enxurrada e à lama, provocando o risco de contágio. A bactéria penetra no corpo pela pele, principalmente se houver algum ferimento ou arranhão.

Os sintomas mais comuns da doença são febre alta com calafrios, dor de cabeça e dor muscular, principalmente nos membros inferiores e na panturrilha. Também há casos em que os pacientes sentem náuseas, vômitos e diarreia, além de hiperemia conjuntival (olhos acentuadamente avermelhados).

Não existe vacina contra a leptospirose, que tem tratamento quando o diagnóstico é feito com antecedência. Moradores que tiveram suas residências tomadas pelas chuvas devem tomar medidas para evitar o contágio e procurar atendimento médico, quando apresentarem sintomas. As paredes, objetos e as roupas atingidas pela enxurradas devem ser lavados com uma mistura de água sanitária e água (quatro xícaras de café de água sanitária para cada 20 l de água). Já o alimento que teve contato com a água contaminada deve ser jogado fora, pois pode transmitir doenças. A caixas d'água também deve ser limpas e desinfetadas.

Campinas registrou 20% a mais de volume de chuvas durante janeiro, em comparação ao mesmo mês do ano passado, e contabilizou dezenas de pontos de alagamento e enchentes de rios em bairros das região sul e norte, onde residiam as vitimas da doença.

Até o momento, 17 famílias permanecem alojadas em abrigos da prefeitura. A Defesa Civil já realizou a interdição de 184 moradias construídas em áreas de risco desde o inicio da Operação Verão, iniciada em dezembro de 2010. Ao todo, 147 moradias foram demolidas por precaução.