PR: segurança na fronteira pauta reunião de Cardozo e Richa

 

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, iniciou pelo Paraná uma série de reuniões com os governos estaduais para discutir políticas integradas de segurança pública. Em reunião nesta sexta-feira com o governador Beto Richa, em Curitiba, o ministro não descartou a presença das Forças Armadas na fronteira com o Paraguai para conter o tráfico de drogas.

"Sem a logística das Forças Armadas, não temos condições de enfrentar o crime organizado na fronteira. E já há uma disposição do ministro da Defesa, Nelson Jobim, de atuarmos de forma integrada: Polícia Federal e Forças Armadas", disse. Cardozo explicou que os problemas na região de fronteira foram as causas da decisão de iniciar o trabalho pelo Paraná. "Há uma preocupação maior com os Estados de fronteira, que exigem uma integração não só entre o governo federal e o estadual, como também entre as forças federais, Polícia Federal e Forças Armadas, e, até, com os países vizinhos, que, às vezes, não têm a estrutura e as condições que temos", justificou.

Na reunião de hoje, ficou definido que haverá encontros técnicos entre integrantes do Ministério da Justiça e da Secretaria de Segurança Pública do Paraná. Richa disse que as conversas estão bastante adiantadas para a construção de um "gabinete de gestão integrada" entre as forças estaduais e federais. Ele reforçou a preocupação especial com o tráfico de drogas e armas através da fronteira-oeste do Estado e disse que, sem apoio federal, a polícia do Paraná estaria "enxugando gelo".

Richa também entregou ao ministro um ofício pedindo que o Paraná possa estar habilitado a recursos federais do Ministério da Justiça para a construção de presídios. "Havia uma mensagem do presidente Lula no Congresso destinando R$ 79 milhões para a construção de presídios no Paraná. Essa mensagem não foi aprovada no ano passado. Estamos pedindo que a presidente Dilma reencaminhe", explicou a secretária estadual de Justiça, Maria Tereza Uille Gomes.