Apagão suspende atividades no Pólo de Camaçari por 5 dias

SALVADOR - As atividades nas empresas do Polo Petroquímico de Camaçari, em especial as que operam no segmento químico e petroquímico, devem permanecer suspensas nos próximos cinco dias, em consequência do apagão que atingiu oito estados da região Nordeste, na noite de quinta-feira.

De acordo com o presidente do Comitê de Fomento Industrial de Camaçari, uma associação privada que representa empresas do Polo, Manoel Carnaúba, os prejuízos ainda estão sendo levantados e não há previsão de normalização das atividades.

Carnaúba afirmou ainda que, por questões de segurança, o Polo foi esvaziado e o acesso limitado aos funcionários ligados à operação. "Limitamos o acesso ao Polo. Ficamos mais de duas horas sem energia elétrica e por isso os equipamentos pararam de funcionar".

Segundo ele, não há registro de vazamento de gases tóxicos, conforme informações anteriores. "É bom esclarecer que todas as medidas de segurança foram tomadas. No que diz respeito aos produtos químicos, armazenamos o que foi possível armazenar e o restante está sendo queimado", afirmou o presidente. "Todas as providências foram realizadas com segurança para evitar danos à população e ao meio ambiente".

Manoel Carnaúba disse não ter informações sobre os prejuízos financeiros causados às empresas, mas afirmou que a paralisação representa perdas significantes para a economia da Bahia. "Ainda é precoce falar em números, mas é preciso lembrar que o Polo de Camaçari representa 33% do Produto Interno Bruto (PIB) baiano e um dia parado representa um perda significante".