Governador de SP justifica reprovação de professoras obesas

SÃO PAULO - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou na manhã desta quarta-feira que a reprovação de cinco professoras obesas da rede pública de ensino não foi uma questão de estética, mas obedeceu a "critérios técnicos". De acordo com o governador, caso o resultado do exame de saúde tenha sido considerado "injusto", cabe recurso. "O estatuto do funcionário público exige o exame de aptidão física, mas se houver erro ou injustiça, ele será corrigido", disse Alckmin.

A declaração foi uma resposta a questionamento gerado por reportagem da edição desta quarta-feira do jornal Folha de S.Paulo, segundo a qual cinco servidoras de três cidades diferentes declararam ter sido reprovadas por terem peso acima de 90 kg e serem consideradas obesas "mórbidas" e, portanto, "inaptas" ao trabalho. Elas afirmam ainda que a reprovação foi comunicada pelos respectivos diretores da escola e que não tiveram acesso ao laudo. A Secretaria de Gestão Pública, responsável pelo Departamento de Perícias Médicas de São Paulo, disse que a exigência é que o candidato tanha "boa saúde" e alegou sigilo médico para não informar se o sobrepeso reprovou as candidatas.

Alckmin fez a entrega simbólica na manhã desta quarta-feira de 4,5 milhões de kits de material escolar para a rede pública do Estado, num investimento de R$ 117 milhões. Cada kit é composto de caderno, lápis, lápis de cor, apontador, borracha, régua e mochila, ao custo de R$ 16,82 cada, de acordo com a Secretaria de Educação. Ainda de acordo com a pasta, o gasto individual com cada kit seria de R$ 115 caso os pais tivessem de arcar com este custo.