Alagoas já registra quatro mortes de moradores de rua em 2011

O assassinato de moradores de rua em Alagoas, que em 2010 registrou mais de 30 mortes, continua desafiando as autoridades policiais. Segundo o Ministério Público, somente no mês de janeiro deste ano já foram contabilizadas quatro mortes, sendo duas na capital Maceió e duas no interior do Estado.



De acordo com o promotor especial de Direitos Humanos Flávio Gomes da Costa, um dos maiores problemas envolvendo os moradores de rua é a droga. "O índice de usuários de drogas é muito grande. Estimamos que sejam mais de 90% das pessoas que vivem nas ruas. Isso é fato", disse o promotor.



Segundo ele, essas pessoas estão em situação vulnerável, o que acaba colaborando com a violência. Ele citou como exemplo um dos casos registrados este ano, de um jovem que dormia na rua quando foi assassinado. "Eu conversei com a companheira dele e ela me disse que ele tinha dívidas com traficantes".



Um relatório da Polícia Civil divulgado no final de 2010 apontou que dos 39 casos de assassinatos de pessoas em situação de vulnerabilidade, 24 envolveram moradores de rua e o restante pessoas que têm casa, mas que passam os dias na rua. A maioria dos crimes foi motivada por questões relacionadas ao tráfico de drogas e por brigas, segundo o relatório.



A investigação apontou alguns casos com características de grupo de extermínio, como os crimes supostamente praticados por homem que trabalhava como vigilante autônomo para uma rede de supermercados, e é acusado pela polícia pelo assassinato de quatro moradores de rua.