O código da discórdia

Especialistas afirmam que nova lei florestal pode multiplicar tragédias

As mortes na Região Serrana do Rio de Janeiro redobraram a preocupação dos ambientalistas com o novo Código Florestal, que deve ser votado em março na Câmara. O ponto mais criticado pelos especialistas é a permissão de construções em áreas de preservação permanente, como morros, encostas e várzeas. A maior parte das vítimas das chuvas da semana passada era justamente de moradores que construíram casas nessas áreas.

– A natureza, que antes comportava com facilidade até mesmo grandes tempestades, hoje não aguenta mais – explica o engenheiro florestal integrante da Via Campesina, Luiz Zarref. – O que aconteceu no Rio de Janeiro não foi só por causa da degradação do topo do morro. De fato, foi um nível de chuva muito alto. Porém, com certeza, foi agravado pela devastação, principalmente nas áreas de preservação permanente daquela região.


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