Abramovay deixa Secretaria de Justiça na 1ª baixa do governo Dilma

O secretário Nacional de Justiça do Ministério da Justiça, Pedro Abramovay, deixará o cargo na próxima semana. Esta é a primeira baixa do governo Dilma Rousseff.

Especula-se que Abramovay sairá do cargo após defender o fim da prisão para pequenos traficantes, declaração que irritou o governo. O Ministério da Justiça, no entanto, nega a informação e afirma que Abramovay já havia recebido um convite externo e teria decidido aceitar.

Abramovay assumiria a Secretaria Nacional de Políticas Anti-Drogas (Senad), que foi transferida do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República para o Ministério da Justiça. Com a saída de Abramovay, a Senad será presidida pela secretária-adjunta, Paulina do Carmo.

Para a Secretaria Nacional de Justiça, será nomeado o atual presidente da Comissão de Anistia do ministério, Paulo Abrão. As nomeações de todos os secretários e a exoneração de Pedro Abramovay deverão ser publicadas na próxima semana no Diário Oficial da União.

Abramovay assumiu a SNJ no ano passado, após a saída de Romeu Tuma Júnior, acusado de manter relações com a máfia chinesa em São Paulo. Anteriormente, o jovem de apenas 30 anos foi indicado pelo governo brasileiro para assumir a direção executiva do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), em Viena.

 

Após a formação do novo governo, a Senad passou a integrar o Ministério da Justiça. 

Penas alternativas

Há duas semanas, Abramovay causou polêmica ao se mostrar favorável ao uso de penas alternativas para pequenos traficantes de drogas, desde que na condição de réu primário. A posição do secretário foi criticada com veemência pelo ministro da Justiça. O ministro José Eduardo Cardozo reafirmou que a posição do governo é o combate ao tráfico de drogas na sua totalidade. Além disso, assegurou que o governo federal não vai encaminhar ao Congresso Nacional “nenhum projeto que implique supressão de penalidade, ou de penas, para traficantes”.

Com Agência Brasil