Contra a dengue, Padilha se reúne com rede privada de saúde em São Paulo

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, realizou nesta quinta-feira, em São Paulo, um encontro com representantes de operadoras de plano de saúde particulares. O objetivo era pedir o fortalecimento no atendimento e combate da rede privada à dengue. Os representantes se mostraram receptivos e afirmaram que a união é importante neste momento.

Padilha disse que a doença atinge do executivo ao faxineiro e que as pessoas devem procurar as unidades de saúde assim que os sintomas da doeça surgirem. Segundo ele, o primeiro esforço do ministério é estruturar as redes de atendimento para os cuidados iniciais, além de monitorar sintomas. Das vítimas fatais da dengue, 14% foram atendidas na rede primária, o que, para o ministro, evidencia que as pessoas esperam por sintomas mais graves para procurar atendimento. Dos cidadãos que procuram ajuda na rede pública, 65% o fazem em duas ou mais unidades de saúde.

O governo já disponibilizou cerca de 400 mil cartões com informações sobre os sintomas que o vírus causa e orientações a serem tomadas no caso de suspeitas da dengue. "É decisivo que se faça chegar aos profissionais da rede suplementar esse conjunto de informações para combater a doença", disse Padilha.

Segundo o presidente da Agência de Saúde Complementar, Maurício Ceschin, 45 milhões de brasileiros contam com algum plano de saúde privado. O número sobe para 65 milhões se levado em conta os planos odontológicos.

Na sexta-feira, Padilha visitará os secretários da Saúde de Goiás e Tocantins. Neste mês, o governo divulgou que 21 das 27 unidades da federação têm risco alto ou muito alto de surto de dengue neste verão. Todos os Estados do Norte e Nordeste e grande parte do Rio de Janeiro e Espírito Santo compõem a estatística.

Vítimas no Rio

Sobre as vítimas das enchentes na região serrana do Rio, Padilha afirmou que o governo prepara ações de vigilância e atenção não apenas para a dengue, mas também com foco em doenças advindas da tragédia ambiental, como a leptospirose e outras proliferadas por animais abandonados.

Segundo o ministro, os seis hospitais federais da região já contam com um fluxo de atendimento específico às vítimas das chuvas. Ainda há o apoio financeiro a três hospitais de campanha instalados na região para auxiliar as vítimas.

A dengue

A dengue é transmitida pela picada do mosquito hospedeiro infectado Aedes aegypti . O vírus passa por um período de incubação de quatro a 10 dias. Os primeiros sinais são febre alta, dor nas articulações e músculos, fraqueza, falta de apetite, manchas avermelhadas pelo corpo, fortes dores de cabeça e dor no fundo dos olhos.

A chamada dengue clássica cura-se naturalmente, quando o organismo livra-se do vírus através de anticorpos. A forma hemorrágica, no entanto, requer mais cuidados. Quando o paciente apresenta o quadro hemorrágico existe sangramento da gengiva, das narinas e de órgãos internos, o que ocasiona as dores abdominais.

Não existe um tratamento específico para a dengue. São tratados somente os sintomas, ou seja, antitérmicos auxiliam a controlar a febre e os analgésicos amenizam as dores musculares e de cabeça, por exemplo. A dengue é uma doença de cura definitiva e espontânea. Isso quer dizer que a pessoa estará sã quando o ciclo do vírus se completar no organismo. Quando há susp