São Paulo amanhece com 16 pontos de alagamentos

SÃO PAULO - A cidade de São Paulo amanheceu nesta quarta-feira sem chuva, mas com 16 pontos de alagamento provocados por precipitações ocorridas durante a madrugada, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE). Um deles mantinha interrompida até as 7h a circulação de trens no trecho entre Caieiras e Franco da Rocha, da Linha 7-Rubi, segundo informou a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). 

A companhia acionou o sistema Paese, de transporte gratuito por ônibus, para os passageiros seguirem viagem. Os usuários são orientados através de cartazes e pelo sistema de som da CPTM.

Além deste ponto de alagamento que atingiu a linha de trem, apenas um outro era considerado intransitável às 6h30, na Rua Newton Prado, no bairro da Mooca, na Zona Leste. Os demais pontos, apesar de transitáveis, estavam localizados em área de grande fluxo de veículos, como a Marginal do Rio Tietê próximo à ponte das Bandeiras, no sentido Ayrton Senna-Castelo Branco, podendo dificultar o tráfego neste começo de manhã.

O CGE chegou até a declarar estado de atenção para os bairros da Zona Norte e Leste, Centro e também na Marginal Tietê por volta das 3h da madrugada.

De acordo com a Climatempo, a instabilidade que avançou do interior para a Grande SP e capital na madrugada foi o que provocou chuva moderada a forte, principalmente nas áreas norte e leste da capital. Choveu forte também nas cidades das zonas oeste, norte e leste da Grande SP. Em Guarulhos, além da chuva forte por volta de 4h, havia muitas descargas elétricas.

Até o início da madrugada desta quarta-feira, 14 mortes foram contabilizadas pelo Corpo de Bombeiros e Polícia Militar na Grande São Paulo e interior do estado por causa das chuvas que começaram a cair ainda na noite de segunda-feira. A última confirmação de óbito foi em Iperó, depois que um homem de 43 anos foi arrastado pelas águas de um córrego ao tentar atravessar uma ponte a cavalo.

Somente em janeiro, a chuva que atinge a região Sudeste do Brasil já deixou 22 pessoas mortas. São Paulo é o estado que registra o maior número de óbitos e municípios atingidos: 18 e 39, respectivamente. Minas Gerais registra um óbito e 35 cidades afetadas, enquanto no Rio de Janeiro há três mortes e um município atingido. Os dados são da Secretaria Nacional de Defesa Civil.