Advogada consegue liminar para estudante fazer o Enem

 

A advogada Izabela Amaral Braga conseguiu na 20ª Vara de Justiça Federal em Belo Horizonte que uma cliente sua, a estudante apresentada apenas como Raíssa, realizasse a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nesta quarta-feira. De acordo com a advogada, a jovem, que vai tentar uma boa nota para entrar no curso de medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), conseguiu a liminar na terça-feira pela manhã.

"Ela esperou até a última sexta-feira, prazo em que o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) estava entrando em contato com os estudantes que vão fazer a nova prova. Apesar de ela ter enviado e-mails e telefonado para o Inep, ela não conseguiu. Por isso, registrou um boletim de ocorrência na polícia e entrou com a ação judicial", disse Izabela.

Izabela contou que na noite de terça-feira, o Inep foi comunicado pela Justiça e nesta quarta-feira pela manhã, uma pessoa ligada ao órgão ligou para a casa da estudante. A advogada disse que na primeira vez que Raíssa fez a prova, no dia 6 de novembro, ela teve problemas com o caderno amarelo e que também não teria conseguido informações corretas dos fiscais de prova.

Na faculdade Anhanguera, no centro de Belo Horizonte, 636 estudantes estavam inscritos para realizar o exame. Segundo a advogada, alguns deles que obtiveram liminar na Justiça estavam em uma sala separada.

O portão da faculdade foi fechado exatamente às 13h. Segundos depois , o estudante Greghoy Gusmão, 18 anos, chegou, mas "só deu tempo de ver a porta baixando". O jovem contou que saiu de Venda Nova, na região Norte da capital mineira, e atrasou porque não encontrou o local de prova rapidamente. "Acho uma tremenda sacanagem, porque foi menos de um minuto. Na vez passada, a gente entrou e teve que esperar mais de 5 minutos até que eles distribuíssem a prova", disse o jovem que vai tentar uma classificação para o curso de Engenharia Civil.

A maioria dos estudantes reclamou que na primeira prova, no dia 6 de novembro, tiveram problemas com a prova amarela, que segundo eles, tinha questões repetidas e gabaritos que não correspondiam às questões.

"Estudei o ano todo e não tive como fazer a prova. Só consegui fazer menos da metade e, por isso, perdi. Hoje, tive que matar serviço e me indispor com meu chefe", reclamou o estudante Lucas Campolina Leão, 18 anos, que vai tentar uma vaga no curso de Engenharia de Minas na UFMG.