Homens são 83% das vítimas de acidentes e homicídios

BRASÍLIA - Um levantamento divulgado nesta terça-feira pelo Ministério da Saúde mostra que os homens são 83,1% do total de vítimas de acidentes e violências. Segundo o estudo Saúde Brasil 2009, as chamadas causas externas são 12% do total de mortes ocorridas no Brasil em 2008, atrás apenas das doenças do aparelho circulatório e do câncer.

Conforme o estudo, o risco de mortes por causas externas foi 5,1 vezes maior entre os homens do que entre as mulheres. Considerando o risco de morrer por agressão com arma de fogo, a probabilidade foi 16,7 vezes maior entre os homens.

Para eles, as principais causas de morte violenta foram as agressões (40,6% do total), especialmente as provocadas por armas de fogo (29,4%). Em seguida, estão os acidentes de trânsito (26,9%), especialmente com motocicletas (6,9%). A maioria dos mortos do sexo masculino estava na faixa dos 20 aos 39 anos (50,4%) e era de cor parda (48,1%).

Entre as mulheres, de acordo com o estudo, a maior proporção de mortes por causas externas deveu-se aos acidentes de trânsito (30% do total registrado nessa categoria). A maioria das vítimas era pedestre (9,8%). As agressões vêm em segundo lugar, com 17,3% - entre esses óbitos, 8,8% foram por armas de fogo. Do total de mulheres vítimas de causas externas, 33,8% tinham 60 anos ou mais, sendo a maioria (53,3%) de cor branca. 

 

Capitais do Nordeste são as mais violentas

As capitais Maceió (AL), Recife (PE), Vitória (ES), Salvador (BA) e Belém (PA) foram as que apresentaram os coeficientes de homicídios mais altos. Em Maceió, foram registrados 101,6 óbitos por 100 mil habitantes, enquanto este indicador foi de 61,2 em Recife; 58,9 em Vitória; 57,1 em Salvador; e 50,3 em Belém. Estas foram as capitais que registraram também as taxas mais elevadas de mortalidade para o sexo masculino.

Entre as mulheres, grupo em que a taxa de mortalidade por homicídio foi bem menor em relação aos homens, as maiores taxas ocorreram em Vitória, com 8,5 óbitos por 100 mil mulheres; Cuiabá (MT), com 7,6; Maceió, com 7,1; Recife, com 6,8; e Curitiba (PR), com 6,6.

A publicação Saúde Brasil é lançada anualmente pela Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde. Neste ano, a pesquisa apresenta temas relacionados aos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU).