Dilma tem dificuldade em manter privacidade em Porto Alegre

Porto Alegre - A presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), passou a manhã e o início da tarde desta segunda-feira reclusa em seu apartamento na zona Sul de Porto Alegre. Dilma chegou ao Rio Grande do Sul na noite do último domingo e planeja permanecer em solo gaúcho até a próxima quarta-feira.

Esta é a terceira vez que ela volta para a capital gaúcha após ter sido escolhida para a presidência. As duas visitas anteriores foram durante o feriado de 15 de novembro e, depois, entre os dias 26 e 27 de novembro.

Nesta terça-feira, Dilma completará 63 anos, e deverá comemorar a data apenas com familiares. Logo na chegada, a assessoria de Dilma informou que, durante estes dias, ela não tem agendas públicas e não pretende conversar com a imprensa.

Amigos da família, no sul, afirmam que Dilma tem aproveitado as viagens a Porto Alegre para descansar e escapar do assédio da imprensa e de políticos. A vinda na passagem dos 63 anos teve duplo objetivo: ficar com a filha, Paula, e o neto, Gabriel, nascido no início de setembro, e evitar o beija mão que seria inevitável em Brasília.

Apesar do empenho que Dilma tem mostrado em manter a privacidade em Porto Alegre, são cada vez maiores as dificuldades encontradas para evitar sua exposição e as iniciativas não tem partido da imprensa. Na manhã desta segunda, um rapaz dirigindo um carro Fox preto estacionou o veículo em frente ao prédio de Dilma, na avenida Copacabana, e ignorou a presença de integrantes da Polícia Federal (PF), responsáveis pela segurança da presidente. O homem chamou jornalistas, que faziam plantão no local, para oferecer fotos da presidente. Segundo ele, as imagens teriam sido feitas por um vizinho.

Não foi a primeira vez que pessoas com acesso ao prédio de Dilma ou a locais próximos tentam obter algum ganho com informações sobre a petista. Na semana que sucedeu o segundo turno da eleição, quando não havia sido confirmada a informação de que Dilma estava descansando na Bahia, e gaúchos contavam com a possibilidade de que ela chegasse a Porto Alegre, um dos guardas que fazem a segurança do prédio disse a jornalistas que, mediante o pagamento de R$ 300, poderia informar se Dilma estava ou não em seu apartamento.