Vice-prefeita de Jandira não está segura para assumir comando da cidade

SÃO PAULO - A vice-prefeita de Jandira, na Grande São Paulo, Anabel Sabatine (PSDB), afirmou na tarde deste sábado que não está "segura" para assumir o comando do município, após o assassinato do prefeito Walderi Braz Paschoalin (PSDB), na manhã de sexta-feira. "Não me sinto segura para assumir. Sei que existem grupos querendo que eu não assuma", afirmou, sem citar que grupos seriam estes.

Anabel disse ainda que vai fazer um governo honesto e transparente, "custe o que custar". Questionada se estaria sofrendo ameaças, a tucana respondeu apenas: "prefiro não comentar". Anabel lembrou também que não tinha nenhuma briga com Paschoalin, apenas "divergências administrativas".

Centenas de pessoas acompanharam o enterro do prefeito no Cemitério Municipal. Após ser velado durante toda a noite, o corpo deixou o ginásio central da cidade por volta das 15h e saiu em cortejo pelas principais ruas da cidade em um caminhão do Corpo de Bombeiros. Na chegada, os presentes gritaram três vezes "justiça".

O prefeito de Jandira, 62 anos, foi executado por volta das 8h da última sexta-feira, quando deixava um carro em uma rua próxima à rádio Astral, onde participaria do programa semanal Bom Dia Prefeito. Os criminosos fugiram de carro após passarem atirando pelo veículo do prefeito. O motorista dele, baleado na cabeça, passou por cirurgia no Hospital das Clínicas da capital paulista e estava, no início da noite, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em estado grave.

Neste sábado, os quatro suspeitos da morte de Paschoalin foram detidos depois que a Delegacia de Homicídios da Seccional de Carapicuíba conseguiu que um juiz decretasse a prisão temporária deles. O pedido foi feito durante a noite pelo delegado Zacarias Katzer Tadros, que escreveu a solicitação por volta das 21h50, após exames comprovarem a presença de resíduos de pólvora nas mãos de mais de um dos quatro detidos.