MG: familiares e alunos lamentam morte de professor

Kassio Vinícius foi morto por um aluno em uma escola particular de Betim

BELO HORIZONTE - Centenas de pessoas acompanham desde a noite desta quarta-feira o velório do professor de Educação Física Kassio Vinícius Castro Gomes, 39 anos. O funeral acontece no Ginásio Divino Braga em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, onde mora a família do educador. O enterro será às 14h no Cemitério Parque da Cachoeira, também em Betim.

Dezenas de alunos de Gomes foram até o ginásio para se despedir dele e abraçar a família. Todos desolados com o crime cometido pelo colega de sala Amilton Loyola Caíres, 23 anos, que está preso no Centro de Remanejamento o Sistema Prisional (Ceresp) do bairro São Cristóvão, em Belo Horizonte.

"Vi ele (Amilton) poucas vezes e eu não sei falar o que leva uma pessoa a fazer uma coisa dessa, não tem motivo, independente do que seja", lamentou a estudante Imara Regina.

Os amigos de Amilton contaram que o estudante era sempre muito arredio, gostava de ficar isolado, sem contato com o restante dos alunos do 5º período de Educação Física no Instituto Izabela Hendrix. Além disso, parecia ter "mania de perseguição", disse o colega de sala Claudiomiro Gomes.

"Ele era estranho, a gente não podia conversar em grupo que ele vinha perguntando o que falávamos dele. É difícil de entender, o que leva uma pessoa a fazer uma barbaridade dessa sem motivo. O Kássio era uma pessoa que nós convivemos três dias em um acampamento que significou o curso todo. Nós aprendemos em três dias, o que não aprendemos em três anos. É um cara que mudou a vida de todo mundo. Aí vem um psicopata desse", esbravejou.

Para a professora Sandra Angélica Castro Gomes, irmã de Kássio, e que no início do ano havia perdido o pai também esfaqueado, "a culpa é desse modelo de educação que nós estamos direcionando essa nova geração. Percebe-se neste criminoso que não só a questão da má índole, mas que também é uma pessoa despreparada para receber um não. Uma pessoa que não tem limite, que por uma frustração de uma nota perdida é capaz de tirar a vida de outra pessoa" disse.