Polícia de São Paulo procura acusado da morte da advogada Mércia Nakashima

SÃO PAULO - A Divisão de Captura da Polícia Civil de São Paulo foi acionada nesta quarta-feira para auxiliar nas buscas por Mizael Bispo de Souza e o vigia Evandro Bezzerra Silva, acusados da morte da advogada Mércia Nakashima. Os dois tiveram a prisão preventiva decretada na terça-feira pelo juiz Leandro Jorge Bittencourt Cano, que também determinou que ambos sejam levados a júri popular pelo crime. A advogada foi encontrada morta em junho em uma represa em Nazaré Paulista.

Segundo a Secretaria, a equipe de policiais vai acompanhar o trabalho coordenado pelo delegado do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) Antonio de Olim. Nesta quarta-feira, Olim disse que um grande efetivo trabalha na captura dos dois. "Qualquer agente pode fazer a prisão", afirmou o delegado.

Na terça-feira, o advogado de Mizael, Samir Haddad Junior, disse que seu cliente "está em Guarulhos (SP), mas não vai se entregar" e não pode ser considerado foragido. Haddad afirmou ainda que vai entrar com um recurso no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) para que Mizael não vá a júri popular e pedir habeas-corpus pela liberdade do policial na semana que vem.

Mizael foi denunciado por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima) e ocultação de cadáver. Evandro foi denunciado pelo MP por homicídio duplamente qualificado (emprego de meio insidioso ou cruel e mediante recurso que tornou impossível a defesa da vítima) e ocultação de cadáver. Ele foi denunciado como partícipe, porque teria conhecimento das intenções homicidas de Mizael e teria aceitado colaborar com a prática do crime.

 

O caso


A advogada Mércia Nakashima, 28 anos, desapareceu no dia 23 de maio e foi encontrada morta no dia 11 de junho em Nazaré Paulista, no interior de São Paulo. Ela teria sido assassinada pelo ex-namorado e policial aposentado, Mizael Bispo de Souza, que não aceitaria o fim do relacionamento. Rastreamento de chamadas telefônicas feito pela polícia com autorização da Justiça colocariam os dois na cena do crime, de acordo com as investigações. Eles negam as acusações.