Presidente da Petrobras diz que política do FED é equivocada

O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, criticou a política monetária adotada pelo Federal Reserve (FED, o banco central americano) na noite desta quarta-feira (17). Segundo ele, os efeitos da depreciação da moeda americana são variáveis, mas quando estimulados no curto prazo podem ser intensificados.

"O problema grave é uma combinação do movimento do câmbio com políticas monetárias que intensificam esses efeitos a longo prazo. Essa política do FED de US$ 600 bilhões (injetados na economia americana), no curto prazo, traz efeitos que aceleram a depreciação do dólar artificialmente e, portanto, deve ser condenada", disse o presidente da Petrobras ao chegar para a posse do novo presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Ainda de acordo com Gabrielli, o impacto do preço baixo do dólar no balanço da Petrobras é também variável, uma vez que a empresa se beneficia e é prejudicada pelas oscilações do câmbio. "No caso do balanço da Petrobras, o impacto do dólar depende de muitas variáveis. Nós somos um grande exportador, e assim o dólar fraco é bom", afirmou o executivo.

"Mas nós somos um grande importador também. Nós somos credores, então o dólar fraco é ruim. Mas somos um grande devedor também, então nós pagamos, então o dólar fraco é bom. Então o efeito líquido depende muito da intensidade da apreciação do dólar e do momento que ocorre, não é sempre que é ruim", explicou o presidente da Petrobras.