Haddad vai à Câmara explicar falhas no Enem

Ontem, o ministro esteve no Senado

BRASÍLIA - Ao participar de audiência pública na Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira, o ministro da Educação, Fernando Haddad, ressaltou que sua pasta "não está minimizando" as falhas detectadas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano. "Não estamos de nenhuma maneira minimizando o problema. Se afetasse um só aluno, o problema seria, para o Ministério da Educação, o mesmo de afetar 2 mil ou 10 mil alunos. O problema continua sendo da mesma natureza: assegurar o direito individual".

O ministro destacou que a aplicação de uma nova prova para os alunos que foram prejudicados pelas falhas não representará quebra de isonomia, pois os testes teriam o mesmo grau de dificuldade, assegurado pela Teoria de Resposta ao Item (TRI) que avalia não apenas acertos e erros, mas a dificuldade das questões.

"Não fosse a reformulação do Enem feita no ano passado, essa reaplicação seria impossível, porque as provas não seriam comparáveis", disse Haddad, repetindo o principal argumento do MEC para descartar a reaplicação da prova para todos os alunos.

"Não se trata de quebra de isonomia, se trata de identificar os alunos que tenham sido prejudicados e convocá-los. A ordem de grandeza que estamos trabalhando é em torno de 0,1% dos 3 milhões de alunos que fizeram a prova", reafirmou o ministro, que ontem prestou esclarecimentos sobre o Enem deste ano aos senadores.

A prova de 2010 apresentou problemas em alguns cadernos de respostas, com cabeçalhos trocados, ausência ou repetição de questões.