Preso agente suspeito de fornecer armas em rebelião no MA

SÃO LUÍS - A polícia do Maranhão prendeu este fim de semana um agente administrativo que trabalhava dentro do complexo penitenciário de Pedrinhas, o maior do estado, e forneceu duas armas usadas durante a rebelião onde 18 detentos foram assassinados pelos companheiros de cela.

Investigações do Serviço de Inteligência da Secretaria Estadual de Segurança descobriram que Jorge Henrique Rabelo Pereira, 48 anos, entregou duas armas para os líderes da rebelião e um telefone celular. O agente administrativo que trabalhava no complexo há 10 anos teria recebido o equivalente a R$ 2,3 mil, sendo R$ 1 mil por cada arma e R$ 300 pelo telefone celular. As armas teriam sido entregues aos presos há pelo menos 40 dias. No dia seguinte à negociação, o agente pediu transferência do presídio para a casa de detenção. As investigações foram confirmadas pelo depoimento dos líderes da rebelião.

A polícia quer saber agora se há outros envolvidos e a origem das armas entregues aos presos. "Nós estamos apurando a origem das armas. Elas não têm origem lícita, a numeração foi raspada. Ele colocou as armas lá e um dia depois pediu a transferência. Ele sabia que iria ter a rebelião", afirma o secretário de segurança, Aluísio Mendes.

Jorge Henrique Rabelo teve a prisão preventiva decretada pela Justiça e poderá responder pelos crimes ocorridos durante a rebelião, como homicídio qualificado dos 18 mortos, lesões corporais graves e gravíssimas, além de dano ao patrimônio.

Os seis líderes de uma das maiores rebeliões que já ocorreram no país ficarão presos agora em presídios federais. Na terça-feira três já seguiram em um avião da Força Aérea Brasileira para o presídio de Campo Grande (MS) e os outros três que ficaram para concluir os depoimentos serão transferidos esta semana. Dos 18 mortos na rebelião, três foram decapitados.