Casamento comunitário reúne 48 casais no interior de SP

O auditório da Faculdade Anhanguera estava repleto de familiares, amigos e filhos dos 48 noivos que se casaram neste sábado em Sumaré, interior de São Paulo. Esse foi o 10º Casamento Comunitário patrocinado pela Prefeitura e pelo Cartório da cidade, que, desde 2006, já formalizaram a união civil de 700 casais. O registro civil, que custaria para cada casal cerca de R$ 300, é bancado pelo Fundo Social de Solidariedade de Sumaré.

Apesar do tradicional vestido branco simbolizar o casamento, as noivas diversificaram e também vestiram modelos estampados, floridos, neutros e os homens capricharam no nó da gravata. Afinal, era uma cerimônia de assinatura de papéis celebrando a união de um casal. E a grande maioria, dos agora marido e mulher, já tem uma convivência em comum e até com filhos em idade escolar.

Um saxofonista reporduziu um solo do Kenny G, caprichando no tema do filme Tudo por Amor. Um coral de vozes acompanhado por teclados entoaram a famosa valsa do casamento. Todas as noivas receberam um buquê de flores naturais, que perfumavam o recinto.

Antes de dizer o "sim" frente a frente a um juiz de paz, os casais percorreram um corredor forrado por um tapete vermelho e se acomodaram em lugares previamente marcados. Depois foram chamados um a um para a troca das alianças e a assinatura da certidão de casamento. Em pé, uma multidão ansiosa de sogras, genros, cunhados e filhos dos recém-casados assistiam a cerimônia.

O supervisor Valter da Silva Ferreira, 33 anos, e a auxiliar de dentista Francini Silio moram juntos há 6 anos e agora estão casados formalmente. "Acho que era a correria do dia a dia, nem dava tempo de pensar em casar assim de verdade", disse a mulher, acrescentando que a filha do casal estava completando um mês de vida nesta data.

A atendente de telemarkting Iná Cristina Ferreira, 40 anos, alugou um vestido branco cravejado com imitação de pérolas e uma longa cauda que corria pelo chão. Ela tem oito filhos, frutos dos 13 anos de convivência mútua com o metalúrgico Luis Antonio da Silva, 35 anos. "O casamento formal é a base de um relacionamento, traz mais harmonia ao casal e ao restante da família", afirma Iná.

"Só agora, só agora", disse aparentemente nervoso Luciano Araújo para a companheira também nervosa Simone Borges, ambos têm 27 anos e há nove moram juntos sob o mesmo teto. "Temos dois filhos, vai ser bom falar para eles que seus pais são casados de verdade e não de faz de conta", disse Simone.