MEC: total de prejudicados pelo Enem sai na próxima semana

 

O Ministério da Educação (MEC) informou, nesta quinta-feira, que o número de estudantes prejudicados pelos erros no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) será conhecido no fim da próxima semana. Os presidentes da União Nacional dos Estudantes (UNE), Augusto Chagas, e da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Yann Evanovick, se reuniram na tarde desta quinta com o ministro da Educação, Fernando Haddad.

As entidades estudantis afirmaram que participarão das discussões sobre os critérios que definirão quem de fato foi prejudicado pelos erros nos cadernos de provas amarelos e na impressão de gabaritos. O presidente da UNE considera que uma nova chance de refazer a prova não deve ser dada apenas aos estudantes que fizeram a prova amarela.

"Levamos ao ministro Haddad as reclamações que a UNE e a Ubes receberam desde segunda-feira. Tivemos três grandes problemas: a prova amarela, que foi o maior, a impressão errada dos gabaritos e confusão sobre locais de prova. Muitos monitores não sabiam dar informações, o que transmitiu insegurança aos candidatos", afirmou Augusto Chagas.

Segundo o presidente da UNE, uma nova reunião entre os representantes das entidades estudantis e o ministro da Educação será feita na semana que vem. "Nós não defendemos a anulação do exame. Defendemos que os prejudicados tenham chance de refazer a prova. Além disso, já está acertado que vamos participar da elaboração do Enem 2011. Também defendemos que ele seja seriado e seja realizado mais de uma vez por ano", disse.

O MEC ainda não tem calendário para uma possível realização de novas provas. A data mais provável é no primeiro final de semana de dezembro, nos dias 4 e 5 de dezembro, antes da aplicação do Enem em mais de 700 presídios, nos dias 6 e 7 de dezembro.

Twitter
De acordo com o presidente da Ubes, o ministro da Educação pediu desculpas pelas afirmações feitas no fim de semana pelo twitter do MEC. No microblog, o responsável pela postagem de mensagens afirmou que os estudantes que haviam "dançado" no Enem estavam sendo monitorados e seriam processados por causar "alvoroço" nas redes sociais. Yann Evanovick afirmou que as entidades estudantis não vão aceitar as declarações.

"Não aceitaremos intimidação e não aceitaremos que o MEC aja como órgão de polícia. Não vamos aceitar que haja perseguição, que o MEC processe ou anule provas pelo uso de redes sociais", disse.

Segundo Yann Evanovick, durante a reunião, o ministro Haddad pediu desculpas aos estudantes e à população brasileira pela confusão com o Enem. De acordo com o presidente da Ubes, Fernando Haddad afirmou que pretende fazer um pedido formal de desculpas pela situação nos próximos dias.