Enem: Ministério confirma erro em matriz enviada para impressão

BRASÍLIA - O Ministério da Educação afirmou nesta terça-feira que o erro nos cartões de respostas das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ocorreu ainda na fase de confecção dos cadernos, antes de serem enviados para impressão na gráfica RR Donnelley Moore.

Segundo o Ministério, a matriz entregue à gráfica foi enviada com erro pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). O governo federal afirmou que um funcionário do Inep acompanhou o processo de impressão, mas que na checagem ele não percebeu que os cabeçalhos dos cartões de resposta estavam invertidos.

Sobre os cadernos amarelos, o Ministério disse que a checagem é feita por amostragem e que o fiscal não notou os erros porque a quantidade de provas com problema foi muito pequena, 0,3% do total.

Ontem, a Justiça Federal no Ceará confirmou que está suspensa a decisão que permitiria divulgar às 18h o gabarito oficial das questões do Enem. O impedimento está incluído na decisão liminar da juíza Karla de Almeida Miranda Maia, que suspendeu a totalidade do Enem diante das falhas e argumentando violação ao princípio da isonomia entre os alunos. A Advocacia-Geral da União (AGU) irá recorrer ao Tribunal Regional Federal (TRF) da 5ª Região.

 

Haddad espera ser chamado pelo Congresso para explicar falhas do Enem

Depois de dar explicações à Ordem dos Advogados do Brasil, o ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que também está à disposição do Senado e da Câmara dos Deputados para prestar esclarecimentos sobre as falhas do Enem registradas no último fim de semana.

A Comissão de Educação do Senado aprovou o convite para que o ministro fale sobre os problemas do Enem. De acordo com Haddad, foi ele mesmo quem ligou para a senadora Fátima Cleide (PT-RO), presidente da comissão, e também para o deputado Ângelo Vagnoni (PT-PR), se pondo à disposição para esclarecimentos. Ainda não há data definida para as audiências no Senado e na Câmara, mas Haddad informou que já reservou a próxima semana para discutir o assunto no Congresso.