Escola gay é atacada pela segunda vez no interior de São Paulo

Pela segunda vez em menos de dois meses, a Escola Jovem em Campinas, primeira do País voltada ao público de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT), foi alvo de ataques. Segundo a direção da instituição, que fica no bairro Nova Europa, uma garrafa foi atirada para o interior da escola. Ninguém se feriu.

Em outubro, pedras foram arremessadas contra a Escola Jovem. "Alguma pessoa ou grupo de pessoas intolerantes deve estar fazendo isso. Vamos registrar um boletim de ocorrência e colocar equipamentos de vigilância para identificar novos agressores. Queremos trabalhar também no bairro pela conscientização", afirmou o diretor Deco Ribeiro.

Ele acredita que o ataque partiu de alunos de uma escola próxima do bairro. A Escola Jovem LGBT, que funciona das 9h às 19h e tem 30 anos, foi selecionada como um dos 300 locais de cultura de São Paulo e receberá R$ 60 mil ao ano, durante três anos.