Após falhas no Enem, líder do DEM pede demissão de Haddad

O líder dos Democratas, Paulo Bornhausen, pediu nesta terça-feira a demissão de Fernando Haddad de seu cargo de ministro da Educação, após as falhas ocorridas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) realizado no último fim de semana. "Esse ministro precisa ser demitido. Ele mexeu com uma coisa preciosa que é o futuro da juventude. Os jovens foram ludibriados. Milhões de pessoas apostaram nessa prova o seu futuro, a sua profissão e tiveram que arcar com uma enorme frustração", disse.

Críticas a Lula

Bornhausen ressaltou que, se o presidente Luiz inácio Lula da Silva realmente se preocupa com o Enem e com a educação do Brasil, ele precisa trazer outra pessoa ao Ministério da Educação (MEC). Segundo o democrata, Haddad não completará nem os dois meses que restam de governo.

"Desse jeito, vai embora antes de Lula. Qualquer presidente com compromisso com a educação demitiria um ministro com esses predicados", afirmou.

Lula foi criticado por ter considerado a aplicação das provas bem sucedida pelo democrata, que disse que o presidente deve "reavaliar o seu discurso e a prática de tentar sempre culpar a oposição pelos insucessos do seu governo". Apesar disso, Bornhausen descarta a possibilidade de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para averiguar o caso.

"Quando houve tentativa de licitação para a realização das provas, deu errado. Sem licitação, deu mais errado ainda. O que há agora é incompetência que precisa ser resolvida antes que mais famílias sejam prejudicadas", acusou.

Explicações

Bornhausen encabeça o pedido do Democratas por explicações de Haddad sobre os problemas com o Enem. O deputado Efraim Filho, presidente nacional da Juventude do Partido, já entrou com requerimento de informação junto ao MEC cobrando esclarecimentos por parte do ministro.

"Se continuar assim, vão criar imposto para exame do Enem, imposto para educação, imposto para entrega de livros na escola", ironizou Efraim. "Sou solidário a todos esses jovens que se preparam durante meses para, agora, pagarem por um erro do governo federal".