Alunos passam mal com produto tóxico em escola em São Paulo

Alunos do período noturno da Escola Estadual Castelo Branco, em Limeira, interior de São Paulo, foram levados a um hospital apresentando irritação na boca e no nariz, em reação a um produto espalhado nos corredores por um colega na noite de segunda-feira.

Cerca de 20 estudantes tiveram atendimento médico e outros passaram mal com o material, de acordo com a diretoria da escola. Ainda não se sabe qual produto foi usado pelo aluno, mas a hipótese inicial de que havia sido um spray de pimenta já foi descartada pelos peritos que a instituição chamou ao local.

As aulas do período noturno foram suspensas e o prédio foi evacuado para que funcionários e estudantes não ficassem mais tempo expostos ao material, que não se sabia se era tóxico. Após a liberação dos peritos, as atividades foram retomadas normalmente nesta terça-feira na escola, a maior da região, com 3 mil estudantes.

A diretoria definiu o evento como "uma fatalidade' e que não havia o que ser feito para evitá-lo, uma vez que o estudante teria espirrado o spray cinco minutos depois de chegar para a aula. Segundo a instituição, a Diretoria do Ensino foi acionada e o aluno responsável, já identificado, será encaminhado ao Ministério Público e expulso automaticamente.

A Secretaria de Educação do Estado de São Paulo defendeu que o ocorrido na escola foi um caso isolado, com um "aluno que aprontou". O órgão afirmou que caberá à instituição apurar e tomar as providências que considerar necessárias, cabendo à secretaria apenas o trabalho de conscientização, já que a legislação brasileira proíbe qualquer tipo de revista aos alunos sem a presença de um policial.