Polícia Federal conclui inquérito sobre prisão de ambulante em Manaus

 

A Polícia Federal do Amazonas (PF) deverá concluir o inquérito que investiga o uso de documentação falsa pelo vendedor ambulante Edivaldo Lopes de Aguiar, preso em flagrante ao tentar realizar saque de R$ 5 milhões em agência do Banco do Brasil, em Manaus, no último dia 28 de setembro. A proximidade da prisão com o primeiro turno das eleições provocou suspeitas de compra de votos.

O delegado federal que conduz o inquérito, Eduardo Pontes, afirmou que a investigação ainda está em curso e, por isso, não é possível apontar fortes indícios de que o dinheiro seria utilizado para comprar votos no primeiro turno, conforme indicou a denúncia anônima que motivou a prisão em flagrante. A conclusão da investigação por falsidade ideológica, de acordo com Pontes, ainda depende de informações solicitadas aos órgãos que expediram a documentação suspeita.

Segundo o delegado, as ordens de pagamento apreendidas com o vendedor foram emitidas pela empresa Santher em nome de Francisco Edivaldo Lopes, que aparece como sócio majoritário da empresa. O vendedor se apresentou ao banco com uma identidade de Lopes.

Uma verificação da PF nos locais de funcionamento da Santher em Manaus, informados à Receita Federal, mostrou que a empresa possui endereços de fachada. O superintendente da PF no Amazonas, Sérgio Fontes, afirmou que o órgão pedirá a quebra de sigilo fiscal, telefônico e bancário do vendedor ambulante preso em flagrante.