IML confirma que menino de 2 anos sofreu coma alcoólico em SP

 

    SÃO PAULO - Um menino de 1 ano e 11 meses tinha 2,01 mg/l de álcool no sangue quando foi internado na Santa Casa de Sertãozinho, cidade a 333 km de São Paulo, no dia 26 de setembro. Os dados são do Centro de Análise e Pesquisa do Instituto Médico-Legal (IML) de Ribeirão Preto. O índice excede em mais de três vezes os 0,6 mg/l de álcool no sangue tolerados pela Lei Seca para os casos de motoristas embriagados.

A criança, que havia sido recolhida da rua por vizinhos, chegou ao hospital inconsciente e sem responder aos estímulos dos médicos. O bebê recebeu alta dois dias depois, sem exibir sequelas e com estado de saúde estável.

O laudo médico não confirmou a versão dos pais do menino, que alegaram que ele havia sido atropelado e negaram ter oferecido bebida à criança. Eles não pagaram a fiança de R$ 310 e continuam presos. Segundo o delegado responsável pelo caso, Pláucio Fernandes, vizinhos da família disseram que a cena das crianças com garrafas de cachaça na mão era recorrente.

Os pais, que são lavradores, foram autuados por entregar bebida alcoólica a menor, crime que tem pena de dois a quatro anos de prisão, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Caso a criança tivesse sequelas decorrentes do consumo de álcool, os pais poderiam ser condenados por lesão corporal grave. O bebê e quatro irmãos com idades entre 2 e 7 anos estão sob a guarda dos avós.