Em reunião com OAB-MG, Bruno nega ameaças de Quaresma

 

O goleiro Bruno Fernandes de Souza foi ouvido por dois representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MG) nesta quarta-feira, a quem negou ter sido ameaçado por seu advogado, Ércio Quaresma. A reunião ocorreu assim que o atleta chegou ao Fórum Lafayette, na região central de Belo Horizonte (MG), onde ocorre nesta quarta-feira nova audiência sobre o caso do desaparecimento da ex-amante do atleta, a estudante Eliza Samudio.

Segundo o secretário-geral da OAB-MG, Sérgio Murilo Braga, e a delegada de prerrogativas Cinthia Ribeiro Freitas, Bruno voltou a desmentir que tenha sofrido ameaças de seu advogado, Ércio Quaresma. De acordo com os representantes da OAB-MG, que se reuniram com Bruno em uma sala a parte, ao lado do Tribunal do Júri, o atleta afirmou que sua família estaria "se confundindo" e que ele deseja que Quaresma continue fazendo a sua defesa.

Ao chegar ao Fórum Lafayette, Quaresma reclamou do que chamou de "enxurrada de denúncias" contra si. "Passei de coadjuvante partícipe para protagonista. Estão muito mais preocupados com o que é o Quaresma. A cada segundo tenho que rebater uma acusação. Semana passada eu era o pai (para Bruno). No domingo, uma noiva vai pra televisão e fala aquilo tudo de uma conversa privada", disse, referindo-se a gravações de ligações que ele fez a Ingrid Oliveira, noiva do jogador, exibidas no Fantástico.

No programa que foi ao ar no último domingo, Quaresma disse para Ingrid que era "o diabo" e que ela deveria "cooperar". Eu sou o diabo. Não sou o advogado do diabo, sou o próprio diabo", afirmou em uma ligação gravada por Ingrid. Sobre o sumiço de Eliza, ele afirmou que, "se é que existe um cadáver", ele está "insepulto até agora" por sua causa. Em sua defesa, o advogado disse que se referiu a si mesmo como "diabo" por "ser muito feio" e que "nunca viu o cadáver de Eliza", o que torna injustificável a acusação de assassinato contra Bruno.

No domingo anterior, o Fantástico exibiu entrevista com a dentista Ingrid Oliveira, que acusou Quaresma de chantagear a família do jogador. De acordo com ela, o advogado já recebeu do ex-jogador R$ 220 mil. A noiva ainda o acusa de ter sugerido a Bruno que tentasse suicídio para ganhar mais regalias na prisão. Ela afirma que ocorreram pelo menos duas tentativas e que o caso foi relatado por Bruno em uma carta.

Uma avó do goleiro já havia acusado o advogado. Segundo ela, Bruno avisou que enviaria R$ 90 mil para a família através do advogado, mas o dinheiro não foi entregue.

Audiência

A nova audiência do caso Bruno começou por volta das 13h30 desta quarta-feira. Os nove réus - Bruno, seu amigo Luiz Henrique Romão (Macarrão), Wemerson Marques de Souza (Coxinha), o caseiro Elenílson Vítor da Silva, o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santo (Bola), o motorista Flávio Araújo (Flavinho), o primo de Bruno Sérgio Rosa Sales (Camelo), a ex-mulher do jogador Dayane Souza e a namorada dele, Fernanda Gomes de Castro - acompanham o depoimento de 12 testemunhas.

Inicialmente, estava prevista a audiência de 22 testemunhas, mas quatro foram dispensadas e outras seis não compareceram. Ainda não se sabe os motivos das ausências.