Caso Mércia: promotor compara Mizael a Pimenta Neves

Guarulhos - O promotor de Justiça Rodrigo Merli Antunes comparou nesta terça-feira, ao entrar no Fórum Central de Guarulhos (SP), o caso do assassinato da advogada Mércia Nakashima ao da morte da jornalista Sandra Gomide. Poucos antes da retomada da audiência das testemunhas de defesa do ex-namorado de Mércia, Mizael Bispo de Souza, Merli afirmou que pretende fazer um novo pedido de prisão preventiva contra o ex-PM, principal suspeito pelo crime.

"Eu vou fazer o pedido e espero que o juiz Leandro Bittencourt acate, pois se não podemos presenciar um caso 'Pimenta Neves 2'", disse o promotor, referindo-se ao jornalista Antônio Marcos Pimenta Neves, ex-namorado e ex-colega de trabalho de Sandra Gomide, acusado de tê-la assassinado em 2000.

Sandra foi morta com um tiro na cabeça e outro nas costas, no haras Sette, em Ibiúna (SP). À época, Pimenta Neves confessou ser o autor dos disparos. Condenado a 19 anos e dois meses de prisão, o jornalista recebeu o benefício de continuar em liberdade até que todos os seus recursos pedindo a anulação da sentença sejam julgados em instâncias superiores.

Merli disse ter certeza de que Mizael e o vigia Evandro Bezzerra Silva, acusado de envolvimento no crime, serão levados a júri popular. A dúvida, segundo o promotor, é se os acusados aguardarão o julgamento em liberdade ou na prisão.

O promotor afirmou ainda que a defesa do ex-PM tem atuado "como um assistente de acusação", já que arrolou como testemunhas o delegado Antonio Olim, que presidiu o inquérito do caso Mércia Nakashima, e a ex-mulher de Mizael, Nilza Porto de Souza, que o acusou de agredi-la e fazer ameaças de morte. Segundo Merli, as testemunhas ajudarão a incriminar ainda mais os acusados de matar a advogada.